quarta-feira, 28 de abril de 2010

METABOLISMO DA URÉIA

Os microrganismos do rúmen têm a capacidade de transformar o
nitrogênio da dieta em proteína de boa qualidade, por meio de
microrganismos presentes no rúmen. O nitrogênio tanto pode vir de
proteínas verdadeiras (Ex.: farelo de soja, farelo de algodão, forragens,
outros) quanto de alguns compostos inorgânicos (compostos nitrogenados
não-proteicos), como uréia, biureto e ácido úrico.
A capacidade das bactérias para utilizarem o nitrogênio não-proteico
(NNP) vai depender, primariamente, da quantidade e do nível de degradação
da energia fornecida ao animal (carboidratos) e da capacidade de
crescimento da população de microrganismos, mas existe um limite para o
crescimento microbiano, o qual, teoricamente, depende da ingestão de
energia.
Quando a uréia alcança o rúmen, ela é rapidamente desdobrada em
amônia e CO2 pela enzima urease, produzida pelas bactérias. A amônia
presente no rúmen, resultante da uréia ou de outra fonte proteica, é utilizada
pelos microrganismos para a síntese de sua própria proteína. Para que isso
ocorra, é essencial a presença de uma fonte de energia (celulose das
forragens ou amido do milho, por exemplo). A proteína assim formada é
chamada de proteína bacteriana, como pode ser observado na Figura 1.
À medida que a digestão ruminal progride, todo o alimento ingerido
pelo animal, juntamente com as bactérias e seus produtos, continuam a
avançar pelo trato digestivo. Quando a digesta alcança o abomaso, que
possui grande acidez e é considerado o estômago verdadeiro do ruminante,
as bactérias são destruídas e seu conteúdo é liberado. No abomaso e no
intestino delgado, todas as frações alimentares são digeridas. A digestão da
proteína bacteriana nada mais é do que sua quebra em aminoácidos, os quais
serão absorvidos no intestino e novamente transformados em proteínas pelo
próprio animal.
Existe ainda a uréia endógena (produzida no metabolismo animal),
que é sintetizada no fígado do próprio animal. Nesse processo, a amônia
proveniente da degradação da proteína ou da uréia ingerida é absorvida pela
parede do rúmen e chega ao fígado pela veia porta. No fígado, essa amônia é
convertida em uréia. Parte dessa uréia volta ao rúmen, parte vai para a saliva

e parte é excretada pela urina. Esse processo é conhecido como “ciclo da UREIA


Nenhum comentário:

Postar um comentário