quarta-feira, 28 de abril de 2010

Uréia e cana-de-açúcar

Uma das associações mais usadas, devido ao fácil manejo da cultura de cana e sua possibilidade de cultivo em todo o território nacional. Produz elevado rendimento de forragem, exatamente no período de pouca disponibilidade de pastagens. O conteúdo de sacarose é fundamental para o fornecimento de energia a microbiota ruminal, otimizando a síntese protéica a partir da uréia disponibilizada. A cana-de-açúcar tem baixo teor de proteína (2 a 3%), mas com o uso de uréia na forragem, este teor pode chegar a 10% (Andriguetto, 1999). Com o intuito de fornecer enxofre para a síntese de aminoácidos sulfurados, é recomendada a mistura de uréia com sulfato de amônio ou sulfato de cálcio. Devida a percentagem diferente de enxofre nestes compostos, é indicada a proporção de 1 parte de sulfato de amônio (24% de S) para 9 partes de uréia. Utilizando-se o sulfato de cálcio (17% de S), esta relação é 1:8.
Toda a administração de uréia deve ser feita progressivamente, passando por um período de adaptação de 1 a 3 semanas. Neste exemplo da cana mais uréia, duas semanas é considerado um período seguro para adaptação de bovinos e pequenos ruminantes. A administração pode ser feita da seguinte forma.

Primeira semana: 250 g (0,25%) de uréia/sulfato para cada 100 kg de cana

Segunda semana: 500 g (0,5%) de uréia/sulfato para cada 100 kg de cana

Terceira semana: 1 quilo (1%) de uréia/sulfato para cada 100 kg de cana
A mistura de uréia/sulfato deve ser feita obedecendo corretamente as proporções, sendo posteriormente armazenadas em saco plástico, longe do alcance dos animais devido ao risco de intoxicação. A quantidade a ser administrada deve ser diluída em água (500 a 1000 g para cada 4 litros de água) e espalhada, de forma homogênea, com o uso de um regador em cima da cana picada no dia, servida no cocho. É importante o acesso a água de qualidade e sal mineral ad libitum aos animais.

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